terça-feira, 1 de novembro de 2016


Chico Xavier narrou diversos irmãos que nos trouxeram ensinamentos valiosíssimos para a vida. Quando se trata da vida de um médium, são necessárias medidas para conseguir superar diversos obstáculos. Neste texto, Humberto de Campos (Irmão X) relata a vida de um médium que se abstendo das necessárias responsabilidades da vida, se entrega a obsessão complexa descumprindo sua maior finalidade como médium: "[...]da necessidade de sua própria edificação para vencer o meio."

LIVRO Novas Mensagens
Autor / Espírito    Humberto de Campos
Médium                Francisco Cândido Xavier

História de um médium
As observações interessantes sobre a doutrina dos Espíritos sucediam-se umas às outras, quando um amigo nosso, velho lidador do Espiritismo, no Rio de Janeiro, acentuou, gravemente:
"Em Espiritismo, uma das questões mais sérias é o problema do médium..."
Sob que prisma?"  Indagou um dos circunstantes.
"Quanto ao da necessidade de sua própria edificação para vencer o meio."
 "Para esclarecer a minha observação  continuou o nosso amigo  contar-lhe-ei a história de um companheiro dedicado, que desencarnou, há poucos anos, sob os efeitos de uma obsessão terrível e dolorosa."
Todo o grupo, lembrando os hábitos antigos, como se ainda estacionássemos num ambiente terrestre,aguçou os ouvidos, colocando-se à escuta:
 "Azarias Pacheco  começou o narrador  era um operário despreocupado e humilde do meu bairro, quando as forças do Alto chamaram o seu coração ao sacerdócio mediúnico. Moço e inteligente,trabalhava na administração dos serviços de uma oficina de consertos, ganhando, honradamente, a remuneração mensal de quatrocentos mil réis.
Em vista do seu espírito de compreensão geral da vida, o Espiritismo e a mediunidade lhe abriram um novo campo de estudos, a cujas atividades se entregou sob uma fascinação crescente e singular.
Azarias dedicou-se amorosamente à sua tarefa, e, nas horas de folga, atendia aos seus deveres mediúnicos com irrepreensível dedicação. Elevados mentores do Alto forneciam lições proveitosas, através de suas mãos. Médicos desencarnados atendiam, por ele, a volumoso receituário.
E não tardou que o seu nome fosse objeto de geral admiração.
Algumas notas de imprensa evidenciaram ainda mais os seus valores medianímicos e, em pouco tempo, a sua residência humilde povoava-se de caçadores de anotações e de mensagens. Muitos deles diziam-se espíritas confessos, outros eram crentes de meia-convicção ou curiosos do campo doutrinário.
O rapaz, que guardava sob a sua responsabilidade pessoal numerosas obrigações de família, começou a sacrificar primeiramente os seus deveres de ordem sentimental, subtraindo à esposa e aos filhinhos as horas que habitualmente lhes consagrava, na intimidade doméstica.
Quase sempre cercado de companheiros, restavam-lhe apenas as horas dedicadas à conquista de seu pão cotidiano, com vistas aos que o seguiam carinhosamente pelos caminhos da vida.
Havia muito tempo perdurava semelhante situação, em face de sua preciosa resistência espiritual, no cumprimento de seus deveres.
Dentro de sua relativa educação medianímica, Azarias encontrava facilidade para identificar apalavra de seu guia sábio e incansável, sempre a lhe advertir quanto à necessidade de oração e de vigilância.
Acontece, porém, que cada triunfo multiplicava as suas preocupações e os seus trabalhos.
Os seus admiradores não queriam saber das circunstâncias especiais de sua vida.
Grande parte exigia as suas vigílias pela noite a dentro, em longas narrativas dispensáveis. Outros alegavam os seus direitos às exclusivas atenções do médium. Alguns acusavam-no de preferências injustas,manifestando o gracioso egoísmo de sua amizade expressando o ciúme que lhes ia n'alma, em palavras carinhosas e alegres. Os grupos doutrinários disputavam-no.
Azarias verificou que a sua existência tomava um rumo diverso, mas os testemunhos de tantos afetos lhe eram sumamente agradáveis ao coração.
Sua fama corria sempre. Cada dia era portador de novas relações e novos conhecimentos.
Os centros importantes começaram a reclamar a sua presença e, de vez em quando, surpreendiam-no as oportunidades das viagens pelos caminhos de ferro, em face da generosidade dos amigos, com grandes reuniões de homenagens, no ponto de destino.
A cada instante, um admirador o assaltava:
 "Azarias, onde trabalha você?..."
 "Numa oficina de consertos."
 "Ó! Ó!... e quanto ganha por mês?"
 "Quatrocentos mil réis."
 "Ó! mas isso é um absurdo... Você não é criatura para um salário como esse! Isso é uma miséria!...”
Em seguida outros ajuntavam:

 "O Azarias não pode ficar nessa situação. Precisamos arranjar-lhe coisa melhor no centro da cidade, com uma remuneração à altura de seus méritos ou, então, poderemos tentar-lhe uma colocação no serviço público, onde encontrará mais possibilidades de tempo para dedicar-se à missão...”
O pobre médium, todavia, dentro de sua capacidade de resistência, respondia:
 "Ora, meus amigos, tudo está bem. Cada qual tem na vida o que mereceu da Providência Divina e, além de tudo, precisamos considerar que o Espiritismo tem de ser propagado, antes do mais, pelos
Espíritos e não pelos homens!...”
Azarias, contudo, se era médium, não deixava de ser humano.
Requisitado pelas exigências dos companheiros, já nem pensava no lar e começava a assinalar na sua ficha de serviços faltas numerosas.
A princípio, algumas raras dedicações começaram a defendê-lo na oficina, considerando que, aos olhos dos chefes, suas falhas eram sempre mais graves que as dos outros colegas, em virtude do renome que o cercava; mas, um dia, foi ele chamado ao gabinete de seu diretor que o despediu nestes termos:
"Azarias, infelizmente não me é possível conservá-lo aqui, por mais tempo. Suas faltas no trabalho atingiram o máximo e a administração central resolveu eliminá-lo do quadro de nossos companheiros."
O interpelado saiu com certo desapontamento, mas lembrou-se das numerosas promessas dos amigos.
Naquele mesmo dia, buscou providenciar para um nova colocação, mas, em cada tentativa, encontrava sempre um dos seus admiradores e conhecidos que obtemperava:
 "Ora Azarias, você precisa ter mais calma!... Lembre-se de que a sua mediunidade é um patrimônio de nossa doutrina... Sossega, homem de Deus!... Volte à casa e nós todos saberemos ajudá-lo neste transe."
Na mesma data, ficou assentado que os amigos do médium se cotizariam, entre si, de modo que ele viesse a perceber uma contribuição mensal de seiscentos mil réis, ficando, desse modo, habilitado a viver tão somente para a doutrina.
Azarias, sob a inspiração de seus mentores espirituais, vacilava ante a medida, mas à frente de sua imaginação estavam os quadros do desemprego e das imperiosas necessidades da família.
Embora a sua relutância íntima, aceitou o alvitre.
Desde então, a sua casa foi o ponto de uma romaria interminável e sem precedentes. Dia e noite, seus consulentes estacionavam à porta. O médium buscava atender a todos como lhe era possível. As suas dificuldades, todavia, eram as mais prementes.
Ao cabo de seis meses, todos os seus amigos haviam esquecido o sistema das cotas mensais.
Desorientado e desvalido, Azarias recebeu os primeiros dez mil réis que uma senhora lhe ofereceu após o receituário. No seu coração, houve um toque de alarma, mas o seu organismo estava enfraquecido. A esposa e os filhos estavam repletos de necessidades.
Era tarde para procurar, novamente, a fonte do trabalho. Sua residência era objeto de uma perseguição tenaz e implacável. E ele continuou recebendo.
Os mais sérios distúrbios psíquicos o assaltaram.
Penosos desequilíbrios íntimos lhe inquietavam o coração, mas o médium sentia-se obrigado a aceitar as injunções de quantos o procuravam levianamente.
Espíritos enganadores aproveitaram-se de suas vacilações e encheram-lhe o campo mediúnico de aberrações e descontroles.
Se as suas ações eram agora remuneradas e se delas dependia o pão dos seus, Azarias se sentia na obrigação de prometer alguma coisa, quando os Espíritos não o fizessem. Procurado para a felicidade no dinheiro, ou êxito nos negócios ou nas atrações do amor do mundo, o médium prometia sempre as melhores realizações, em troca dos míseros mil réis da consulta.
Entregue a esse gênero de especulações, não mais pode receber o pensamento dos seus protetores espirituais mais dedicados.
Experimentando toda sorte de sofrimentos e de humilhações, se chegava a queixar-se, de leve, havia sempre um cliente que lhe observava:
 "Que é isso, "seu" Azarias?... O senhor não é médium? Um médium não sofre essas coisas!...
Se alegava cansaço, outro objetava, de pronto, ansioso pela satisfação de seus caprichos:
 "E a sua missão, "seu" Azarias?... Não se esqueça da caridade!..."

E o médium, na sua profunda fadiga espiritual, concentrava-se, em vão, experimentando uma sensação de angustioso abandono, por parte dos seus mentores dos planos elevados.
Os mesmos amigos da véspera piscavam, então, os olhos, falando, em voz baixa, após as despedidas:
 "Você já notou que o Azarias perdeu de todo a mediunidade?..."  Dizia um deles.
 "Ora, isso era esperado  redarguia-se  desde que ele abandonou o trabalho para viver à
custa do Espiritismo, não podíamos aguardar outra coisa."
 "Além disso  exclamava outro do grupo  todos os vizinhos comentam a sua indiferença para com a família, mas, de minha parte sempre vi no Azarias um grande obsidiado."
 "O pobre do Azarias perverteu-se  falava ainda um companheiro mais exaltado  e um médium nessas condições é um fracasso para a própria doutrina..."
 "É por essa razão que o Espiritismo é tão incompreendido!  sentenciava ainda outro  Devemos tudo isso aos maus médiuns que envergonham os nossos princípios."
Cada um foi esquecendo o médium, com a sua definição e a sua falta de caridade. A própria família o abandonou à sua sorte, tão logo haviam cessado as remunerações.
Escarnecido em seus afetos mais caros, Azarias tornou-se um revoltado.
Essa circunstância foi a última porta para o livre ingresso das entidades perversas que se assenhorearam de sua vida.
O pobre náufrago da mediunidade perambulou na crônica dos noticiários, rodeado de observações ingratas e de escandalosos apontamentos, até que um leito de hospital lhe concedeu a bênção da morte..."
O narrador estava visivelmente emocionado, rememorando as suas antigas lembranças.
 "Então, quer dizer, meu amigo  observou um de nós  que a perseguição da polícia ou a perseguição do padre não são os maiores inimigos da mediunidade"...
 "De modo algum.  Replicou ele, convicto.  O Padre e a política podem até ser os portadores de grandes bens."
E, fixando em nós outros o seu olhar percuciente e calmo, rematou a sua história, sentenciando, gravemente:
 "O maior inimigo dos médiuns está dentro de nossos próprios muros!..."

(Recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em 29 de abril de 1939).

segunda-feira, 31 de outubro de 2016


Caçador de Mim - Milton Nascimento




  C
  Por tanto amor
      G/B
  Por tanta emoção
   G7/11          Am7
  A vida me fez assim
  F
  Doce ou atroz
  Em7
  Manso ou feroz
 G7/11    C
  Eu caçador de mim
  Preso a canções
    G/B
  Entregue a paixões
     G7/11          Am7
  Que nunca tiveram fim
   F
  Vou me encontrar
        Em7
  Longe do meu lugar
 G7/11    C         E7
  Eu caçador de mim
  Am             Em/G            F7+
  Nada a temer senão o correr da luta
  Dm7            G7             C    E7
  Nada a fazer senão esquecer o medo
  Am              Em/G         D/F#  F7+
  Abrir o peito à força numa procura
  Dm7          G7               C
  Fugir as armadilhas da mata escura
  Longe se vai
    G/B
  Sonhando demais
     G7/11            Am7
  Mas onde se chega assim
   F
  Vou descobrir
        Em7
  O que me faz sentir
 G7/11    C
  Eu caçador de mim

Tarot Zen de Osho - Florescendo



Tarot Zen de Osho - Florescendo


              A Rainha do Arco-Íris é como uma planta fantástica que atingiu o ápice do seu florescimento e das suas cores. É muito sensual, muito cheia de vida e plena de possibilidades. Estalando os dedos ela acompanha a música do amor, e o seu colar do zodíaco está colocado de tal maneira que Vênus repousa sobre o seu coração. As mangas da sua vestimenta contêm sementes em abundância, e, à medida que sopra o vento, elas são espalhadas para criar raízes onde lhes for possível. Não a preocupa saber se as sementes caem no solo ou sobre as pedras -- ela apenas as vai espalhando por toda parte, em total celebração da vida e do amor.  
            Flores caem do alto sobre a sua cabeça, em harmonia com o seu próprio florescimento, e as águas da emoção serpenteiam divertidamente sob a flor em que ela está sentada.
Você poderia sentir-se neste exato momento como um jardim de flores, regado por bênçãos vindas de toda parte. Dê boas-vindas às abelhas, convide os pássaros a beber do seu néctar. Espalhe em volta a sua alegria, para que todos compartilhem dela.
        O Zen quer vê-lo vivendo, vivendo em abundância, vivendo na completude, vivendo intensamente -- não em grau mínimo, como pretende a Cristandade, mas no grau máximo, transbordante.

                A sua vida deveria derramar-se até os outros. A sua felicidade, a sua bem-aventurança, o seu êxtase, não deveriam ficar confinados dentro de você, como uma semente. Deveriam abrir-se como a flor e espalhar sua fragrância indiscriminadamente -- não apenas para os amigos, mas para os desconhecidos também.Isso é compaixão verdadeira, amor verdadeiro: compartilhar a sua iluminação, compartilhar a sua dança do além.
Fonte:http://www.osho.com/

O poder da meditação guiada para se alcançar a consciência de si mesmo.

Somos aquilo que pensamos, o que vivemos e o que fazemos. No dia a dia alimentamos nosso ser com coisas boas ou más. Esse alimento pode vir através do que ouvimos, falamos, pensamos, produzimos e desejamos; os meios de comunicação , as pessoas, o ambiente familiar e de trabalho contribuem para preencher nossas crenças e percepções do meio em que vivemos.

Com esse conhecimento de que somos aquilo que alimentamos dentro de nós, devemos fazer uma escolha de ter pensamentos e ações edificantes para nosso corpo e espírito, tomando as rédeas do consciente e incutindo assim as bases sólidas no subconsciente.
A meditação leva então, a mais importante percepção de si mesmo: Deus e a resoluções de todas as máculas. Prof. Hélio Couto compartilhou a respeito: “[...]o conhecimento da Centelha Divina é a coisa mais importante que se pode descobrir. Porque esse conhecimento quando for generalizado resolve todos os problemas que existem neste planeta.

Estes áudios no YouTube do Prof. Helio fala sobre prosperidade e Desenvolvimento pessoal. 

 
(Desenvolvimento Pessoal - PROSPERIDADE por Hélio Couto)

(Desenvolvimento Pessoal - AUTOESTIMA por Hélio Couto)

domingo, 30 de outubro de 2016

Linda música homenagem a nossa mãe Iemanjá com LETRA E CIFRA...


(Hino recebido pelo Léo Artese, interpretado por João Simas-São Luís)


Hino Iemanjá com LETRA E CIFRA- 
Léo Artese 
Am
Luar se fez um raio prateado
       Dm                     F                   C
Iluminando o céu e as espumas do Mar
            
Dm    F       Am
Lindo clarão à beira-mar
            
Dm   F            C      
Vejo Mamãe Ieee...manjá

    Am
Lá vem, lá vem junto com suas sereias
        
Dm        F                   C
Nos abençoar, Rainha Iemanjá
               
Dm    F       Am
Dona das águas tu és Mãe
           
Dm   F          C  
Oh! Janaina Ooo...doiá

  
Am
Iluminai minhas profundas águas
       
Dm                 F                   C
Para eu decifrar mistérios do meu mar
                 
Dm     F       Am
Nesse meu mar de emoções
          
Dm        F            C  
Rainha vem me iluuu...minar

  
Am
Iemanjá princípio gerador
             
Dm               F                   C
Amor fundamental tão puro e maternal
          
Dm     F       Am
Iemanjá vem confortar
            
Dm  F          C
Oh! Janaina Ooo...doiá